Mostrando postagens com marcador HISTÓRIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HISTÓRIA. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de março de 2017

A Idade Média- 7º ano

Esses slides são de antes de eu ter o blog e eu achei eles perdidos no meu computador. Não tenho certeza se eles estão muito bons. 










segunda-feira, 4 de abril de 2016

A Mineração no Brasil- Prova de História Mensal- 1ª etapa- 8

HISTÓRIA- 1ª ETAPA- 2016
A MINERAÇÃO NO BRASIL

No século XVIII, Portugal vivia uma grande crise, pois acabava de sair de duas grandes guerras (contra a Holanda e contra a Espanha). Essas guerras haviam custado muito caro, e ao mesmo tempo, o ciclo cana-de-açúcar estava em crise, devido a concorrência holandesa nas Antilhas.
Com a crise, o desejo de encontrar metais preciosos se intensificou ainda mais. Já haviam sido descobertas várias jazidas em volta do Brasil, então a expectativa era alta. Com as primeiras descobertas, entre 1692 e 1695, várias pessoas vieram para cá, em busca de dinheiro. Vários povoados foram criados e com o passar do tempo a busca foi continuando para o interior.

Depois que várias pessoas vieram para cá, e a extração do ouro se tornou muito importante, o controle aumentou. Foi criado a Intendência das Minas, um órgão encarregado de fiscalizar a atividade mineradora e cobrar impostos. O principal imposto era o quinto (1/5 de todo o ouro extraído), mas também existiam outros, como a capitação (17 gramas de ouro por cada escravo maior que 14 anos), e se os impostos não fossem pagos acontecia a derrama (a força militar da Coroa entrava nas casas e retirava todos os bens). Para facilitar a fiscalização, também foram criadas casas de fundição. Todo ouro encontrado devia ser levado para lá, onde ele era fundido e marcado com o selo real depois que os impostos eram arrecadados.

Por volta de 1715, foram descobertos diamantes aqui. Pelo fato deles serem mais valiosos, a extração foi muito mais controlada e vigiada. A área de extração foi chamada de Distrito Diamantino e isolado. No inicio, a cobrança de impostos era igual a do ouro, mas depois as leis foram mudando e em 1771 eles se tornaram monopólio da Real Fazenda.  Havia uma grade preocupação com o contrabando, que assim como o do ouro era bem frequente.

A maior parte do ouro que foi extraído da região das Minas Gerais era ouro de aluvião, ou seja, ouro que ficava na margem dos rios. Eram usadas bateias para separar o ouro de outros minerais.

Na área das Minas, um grande problema era o abastecimento, pois a maior parte mão de obra era atraída para a mineração, que gerava mais lucros. Outra explicação era o controle de Portugal sobre as mercadorias, que era muito intenso.
Em relação a sociedade açucareira, uma diferença era que na sociedade mineradora, existiam camadas intermediárias (mineradores que não possuíam lavras e outras pessoas que realizavam trabalhos essenciais a vida urbana), ou seja, mais oportunidades de trabalho.

Os escravos compunham a maior parte da sociedade (70%). Os escravos negros compunham a base da sociedade, porém nem todos os negros eram escravos. Alguns deles conseguiam comprar sua alforria, mais depois que eram libertos muitas vezes ficavam sem dinheiro algum e faziam trabalhos criminosos, mendigavam e faziam trabalhos que não forneciam o suficiente pra eles sobreviverem.

Os escravos faziam trabalhos muito duros, e por isso viviam muito pouco. Um escravo que trabalhava em uma mina tinha uma vida média entra 7 a 12 anos.
A vida cotidiana aqui era diferente do que nas outras regiões. Os homens imigravam sozinhos para o interior, com escravos que na maior parte das vezes eram homens. A desproporção entre homens e mulheres explica por que tantas mulheres negras se casavam com homens brancos, o que fez com que o numero de mulatos fosse muito grande na região das minas.


Em 1705, os membros de ordens religiosas foram impedidos de entrar na região das minas, pois eram acusados de influenciar os habitantes a não pagar impostos e a contrabandear ouro e diamantes. A solução a população foi criar irmandades, confrarias e ordens terceiras, que cultuavam um santo e forneciam serviços como enterros e construção de igrejas. 


HISTÓRIA- 1ª ETAPA- 2016 - A EXPANSÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA

HISTÓRIA- 1ª ETAPA- 2016
A EXPANSÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA
·         A EXPANSÃO PARA O INTERIOR
Durante o século XVI, as terras da Coroa Portuguesa onde hoje é o Brasil se limitava às áreas litorâneas. Havia o receio de que um avanço para o interior poderia desproteger a costa, que quando protegia servia como uma barreira para os estrangeiros.

Porém, como novas atividades foram surgindo, em pouco tempo o território português se expandiu para o interior. A pecuária incentivou bastante o avanço para o sertão nordestino.
A penetração no Vale Amazônico foi mais difícil devido às barreiras naturais, e por isso ele só foi ocupado mais tarde.

·         O DESENVOLVIMENTO DA PECUÁRIA
A pecuária ajudou no desenvolvimento para o interior (sertão). A expansão também foi impulsionada pela atividade açucareira.
ü  Importâncias da pecuária:
ü  Carne, leite e couro.
ü  Força motriz
ü  Meio de transporte
A pecuária era importante, mas por não render tantos lucros como o açúcar e os metais preciosos, ela permaneceu como atividade secundária.
Antes, o gado era criado solto, perto dos canaviais, mas com o crescimento da pecuária, a Coroa acabou proibindo a criação de gado na faixa litorânea, já que muitas vezes eles invadiam os canaviais e os destruíam, causando prejuízos.
O gado se desenvolveu tanto no sertão nordestino devido ao tanto de terras e por não precisar de muita mão de obra, pois uma só pessoa podia cuidar de várias cabeças. A maior parte dos trabalhadores das fazendas era livre e assalariado (mestiços, índios e negros libertos). Havia também alguns escravos. Esses trabalhadores eram conhecidos como sertanejos.
®    As pessoas que viviam no sertão estavam em contato frequente com o litoral. Normalmente o dono da fazenda morava nos grandes centros e as suas terras eram cuidadas por um administrador.
®    A pecuária fez com que muitas estradas fossem abertas, para favorecer o contato entre o sertão e o litoral.
®    No inicio, os sertanejos não eram controlados pelas autoridades, e essa fiscalização só começou no final do séc. XVII.

Ø  A PECUÁRIA NO SUL
Ø  Essa pecuária se iniciou bastante tempo depois. O gado era criado solto, em grandes espaços chamados estâncias. No inicio a criação era totalmente voltada para a produção de couro. Somente mais tarde ela começou a ser voltada para a produção de charque à carne seca/ carne preservada. O charque começou a ser produzido para abastecer a região das Minas.

·         A AÇÃO MISSIONÁRIA DOS JESUÍTAS
No período da Contrarreforma, a Companhia de Jesus expandiu a fé católica no mundo para diminuir o avanço do protestantismo. O Brasil se tornou uma província e passou a ser alvo das atividades evangelizadoras e pedagógicas dos jesuítas. Vários colégios foram fundados durante o período em que os jesuítas estiveram aqui.
Para facilitar e agilizar a catequização, foram criadas missões ou reduções. Nelas, a catequização era feita por missas, batismos, músicas, teatro, procissões... Os índios também trabalhavam e cuidavam de atividades agrícolas, de construções e criavam animais.
A igreja proibiu a escravização dos indígenas, o que causou uma grande revolta com os colonos. A igreja também era subordinada a Coroa, e por isso foi criada a redizima, que era uma parte dos impostos recolhidos que iam para a Companhia. Mesmo assim, esse dinheiro não era suficiente para manter as missões, e os jesuítas acabaram desenvolvendo-se com atividade agrícola e com a mão de obra indígena. Com o passar do tempo a Companhia foi acumulando terras e riquezas, e estavam fazendo tanta influencia que começaram a preocupar a Coroa Portuguesa, já que poderiam ameaçar o seu poder. A companhia foi acusada de abusar do poder, de exercer tato o poder espiritual quando o temporal (não religioso) e de monopolizar a mão de obra escrava, gerando uma escassez na mão de obra das lavouras. Então, em 1759, os jesuítas foram expulsos daqui.
Depois que os jesuítas foram expulsos, foi mais fácil de escravizar os indígenas, que não eram mais tão selvagens.

·         AS BANDEIRAS PAULISTAS
Inicialmente, a ocupação da capitania de são Vicente foi igual a do Nordeste, litorânea, dedicada a plantação de cana e a construção de engenhos. Porém, alguns fatores fizeram com que a ocupação fosse para o interior:
ü  Má qualidade do solo
ü  Grande distância em relação aos portos
ü  Serra do Mar
No povoado de São Paulo, não existia agricultura voltada para a exportação como no Nordeste. Ela servia simplesmente para abastecer o mercado interno. A mão de obra usada era a do escravo indígena, mas ela estava em falta constantemente.
Para resolver o problema da mão de obra, começaram a serem organizadas bandeirasà expedições que apreendiam indígenas do interior. Os bandeirantes foram motivados pela posição geográfica de São Paulo, perto das linhas de penetração e dos rios Tietê e Paraná. Também ocorria o comércio de negros da terra (índios). Os indígenas também foram trabalhar em outras partes da colônia devido à escassez de africanos.

v  Entradas: expedições financiadas pela Coroa que iam em busca de metais preciosos. Não capturavam índios, a menos que houvesse uma “guerra justa”.
v  Bandeiras: expedições particulares que capturavam índios e metais preciosos.
v  Bandeiras de prospecção: saiam em busca de ouro e metais preciosos.
®    E como viviam os bandeirantes?
Eles viviam como aventureiros rústicos, violentos no trato com os índios e possuíam uma vida simples. Como as viagens demoravam muito tempo, eles acabavam adotando costumes dos nativos.  Ao longo do caminho também era comum que fossem plantados alimentos, para que eles colhessem quando eles passassem por ali novamente.

Ø  Com o passar do tempo, a colônia portuguesa cresceu, e ultrapassou o limite do Tratado de Tordesilhas. A divisão do que era de Portugal e do que era da Espanha se tornou imprecisa, o que gerou conflitos. A crise devido à concorrência fez com que, para pagar as dívidas, a colônia cobrasse mais da colônia, aumentando os impostos a Revolta de Beckman e a Guerra dos Mascates.

Ê  Revolta de Beckman
Ê  Local: maranhão
Ê  Situação local: necessidade de escravos; criação da Cia. de comércio do Estado do Maranhão (passa a ser controlado todo o comércio. A Cia. podia até estabelecer preços. O objetivo da Coroa era arrecadar mais impostos.).
Ê  Revolta: em 1684, proprietários e comerciantes invadem o armazém da companhia, depõem o governador do Maranhão e expulsam o governador do Maranhão. A revolta fracassou pois foi violentamente reprimida.

Ê  Guerra dos Mascates
Ê  Local: Pernambuco (Recife e Olinda)
Ê  Situação local: mudanças importantes haviam ocorrido depois da expulsão dos holandeses; Criação da Câmara de vereadores de Olinda; Recife era subordinada a Olinda; Olindenses possuíam dívidas com reficienses, que estavam tendo lucros;
Ê  Conflito: Olindenses usavam a Câmara para aprovar leis que os beneficiavam, então Recife solicitou a Coroa a criação de uma só para ela, o que gerou uma insatisfação do povo de Olinda, que invadiu Recife e assumiu o governo. Porém, com a ajuda das tropas coloniais os mascates (povo de Recife), acabaram reconquistando o seu poder, tornando-se a sede da Capitania, e Olinda acabou perdendo a sua importância.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

AGRADECIMENTOS

Pessoal,
Em agosto de 2015, eu resolvi começar a postar meus resumos no blog, já que praticamente todos os meus colegas “desesperados” pediam que eu enviasse os que eu sempre fazia para as provas por EMAIL! SIM, por e-mail. Eu ficava quase meia hora todos os dias das semanas de provas digitando os e-mails deles, e é claro, mais 30 minutos mandando novamente, por que sempre tinha aqueles que não recebiam, e ficavam atormentando a minha vida até eu enviar rsrsrs... ENFIM, era uma confusão... Então, para não ter que ter esse trabalho todo, resolvi postar o primeiro resumo “oficial” no blog (já tinha uns outros 3, do ano anterior, com umas 170 visualizações no total- que deviam ser só de robôs rs). Postei. Postei para aquelas 20 pessoas que talvez iriam entrar no link que eu havia mandado no grupo de wpp da sala... Nas primeiras horas já havia quase 150 visualizações. Fiquei em choque. Durante a semana, a noticia do blog não estava só no grupo da minha sala, estava no de quase todas... Durante o mês, 2.934 visualizações exatas no total. No mês seguinte, 515, porque não tinha prova kkk. Mais no próximo foram 2.521, e depois em dezembro 2.817. Contando com as desse mês, que nem teve aula, são 10.396. Todas essas informações só para dizer que no fundo, a minha intenção era só ajudar essas 20 pessoas do começo, mais eu agradeço a elas por compartilharem e me ajudarem a ajudar todas essas outras que nem me conheciam!

E mais, esse ano as postagens continuam, com ainda mais conteúdo e organização!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

HISTÓRIA- TRIMESTRAL- 3ª ETAPA- A CONQUISTA E A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA

HISTÓRIA- TRIMESTRAL- 3ª ETAPA
A CONQUISTA E A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA

RAZÕES PARA O PIONEIRISMO PORTUGUÊS:
ü  Centralização precoce do estado
ü  Apoio da igreja católica
ü  Busca por rotas alternativas
ü  Busca por produtos que gerassem riquezas
ü  Superioridade técnica
ü  Habilidade de negociar com as localidades locais
ü  Adição de costumes locais

·         OS PORTUGUESES NA ÁFRICA E NA ÁSIA
ü  Tomada de Ceuta: marco na expansão marítima portuguesa
ü  Feitorias na costa africana
ü  Mostra como os portugueses tinham domínio de uma grande parte do mundo.

·         PORTUGUESES NO BRASIL:
v  PRIMEIROS CONTATOS COM OS NATIVOS:
Os primeiros contatos foram passivos, pois os índios não possuíam a ideia de dividir suas terras, e portanto, não viam problema em compartilha-la com os portugueses.
Mesmo que tivessem sido passivos, houve um grande estranhamento. Os índios estranhavam a aparência dos portugueses, que por sua vez estranhavam na nudez, o modo de organização das tribos, e a antropofagia.
Como não encontraram riquezas de imediato, a Coroa continuou mantendo comércio com as Indias.
Com o passar do tempo, o interesse dos portugueses em obter escravos para trabalhar gerou muitos conflitos e a morte de muitos índios.

v  A EXTRAÇÃO DO PAU-BRASIL:
Embora o interesse pelas terras não fossem grandes, Portugal investiu em algumas expedições. Os exploradores não encontraram metais, mas perceberam a presença abundante do pau-Brasil.
O pau-Brasil é uma árvore bem alta que possui um pigmento avermelhado, que era muito valorizado na Europa.

v  ESCAMBO:
Pratica comercial em que não havia troca monetária. Os índios trabalhavam na extração da árvore em troca de objetos oferecidos pelos portugueses.

v  O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO:
ü  Ameaça de ingleses, franceses e holandeses
ü  Invasões da piratas e corsários
ü  Disputa pelo comércio de especiarias
ü  Retomada do norte da África pelos muçulmanos (afetaram as atividades comerciais em Portugal)
Para colonizar, era necessário ocupar (governo) e povoar (pessoas), além de explorar.
Então, colonizar era necessário para:
ü  Evitar invasões
ü  Para que o Brasil fosse outra fonte de lucro

v  CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
ü  Experiências em outras regiões
ü  Divisão em 15 lotes de terra
ü  Cultivo da cana
ü  A responsabilidade de explorar a colônia é transferida para os capitães donatários (passa a ser particular)
ü  Somente Pernambuco (por ter uma terra boa) e São Vicente (centro de Portugal no Brasil) deram certo.

Ø  FRACASSO DAS CAPITANIAS:
§  Falta de recurso dos donatários (inexperientes)
§  Deficiência dos meios de transporte e da comunicação com a coroa
§  Desinteresse de alguns donatários
§  Conflitos com índio

v  GOVERNO GERAL:
Com o fracasso das capitanias, era necessária uma nova forma de governo. Decidiu-se então, iniciar um processo de centralização administrativa para ajudar os donatários.
O primeiro governador geral da república foi Tomé de Souza, e a sede era em Salvador. Ele era responsável por administrar a colônia em nome da Coroa Portuguesa. Ele promovia a exploração, protegia o território e incentivava a evangelização. O governador geral do estado era um representante português aqui no Brasil.

v  CAMARAS MUNICIPAIS:
As câmaras municipais foram criadas para administrar os problemas das vilas e cidades (como a sujeira, fornecimento de alimentos e obras públicas). Nelas, somente os chamados homens bons podiam trabalhar, ou seja, os proprietários de terras e brancos. 
v  OS JESUÍTAS NA AMÉRICA:
ü  Função: converter os povos nativos e ensinar os costumes europeus.
ü  Aprenderam a língua nativa para se comunicarem



O NORDESTE AÇUCAREIRO
·         Açúcar: o melhor investimento

Em 1520, Portugal passava por dificuldades econômicas. O rei então tinha que arranjar um jeito de proteger o litoral da colônia americana e iniciar a exploração de produtos que gerassem lucros para a Coroa ao mesmo tempo. Diante da situação, a cana-de-açúcar foi o produto escolhido.
Naquela época, o açúcar era altamente valorizado e rendia muito lucro. Além do mais, os portugueses já dominavam as técnicas de produção da iguaria.
As primeiras mudas foram plantadas na capitania de São Vicente (atual São Paulo), mas foi no Nordeste onde ouve maior desenvolvimento da produção, já que a região possuía solo mais fértil pra a produção.
Portugal também não teve dificuldade em encontrar investidores para financiar a construção dos engenhos, que foram os italianos e flamengos, e mais tarde os holandeses.

Ø  Porque a cana-de-açúcar?
ü  Redução nos lucros do comércio de especiarias
ü  Ocupar a colônia e consegui-la fazer dar lucros
ü  Condições favoráveis (clima quente e úmido e solo fértil)
ü  Investidores estrangeiros à Holanda

v  O sucesso da produção açucareira:

Depois de implantar o sistema de capitanias hereditárias, o governo português autorizou os donatários a conceder terras para os colonos interessados em investir, estimulando ainda mais a produção.

·         O engenho e a produção de açúcar:

O engenho é o equipamento que se utiliza para moer a cana, porém, no período colonial o seu significado foi ampliado para toda a estrutura produtora de açúcar, tornando-se sinônimo de uma grande propriedade açucareira.
ü  Canaviais
ü  Lavoura de subsistência
ü  Instalações para a produção de açúcar
ü  Casa-grande
ü  Senzala
A casa do engenho era onde havia os equipamentos necessários para a produção do açúcar. Os engenhos que possuíam moendas movidas por animais eram chamados de trapiches, e os que eram movidos por água de reais.


Ø  Hierarquia

v  Lavradores de cana:

Algumas pessoas possuíam canaviais e não engenhos, e para moer a cana produzida, utilizavam o engenho em engenhos alheios. Para isso, deveriam entregar parte da produção do açúcar para o senhor. Esses lavradores eram conhecidos como lavradores de cana obrigada (os que só podiam utilizar de um determinado engenho) e lavradores de cana livre (que podiam escolher em qual iriam moer e em qual eles teriam mais vantagens)

v  Os trabalhadores dos engenhos:

Além dos escravos, havia também homens livres, que trabalhavam em diversas funções (administrativas, técnicas e artesanais) e os agregados, que prestavam serviços em troca de proteção e auxílio econômico.

v  O trabalho dos escravos:

A primeira mão de obra utilizada foi a dos indígenas, porém depois ele passou a ser substituído pelo a do escravo africano, pois o tráfico negreiro gerava mais lucros e também devido à escassez de indígenas.
Essa substituição ocorreu principalmente no Nordeste. Os escravos realizavam praticamente todas as atividades do engenho, tendo uma jornada de trabalho muito exaustiva.
Eles habitavam as senzalas, habitações muito simples onde era a “casa” dos escravos.

  • O lucrativo comércio de escravos
Mesmo antes da chegada dos portugueses na África os nativos já praticavam a escravidão, capturando principalmente prisioneiros de guerra e pessoas que não conseguiam pagar as suas dívidas.
Quando eles começaram a serem trazidos para o Brasil, os africanos eram capturados normalmente pelos próprios comerciantes, mas só depois começaram a serem trocados com os chefes africanos em troca de armas, tecido, tabaco, cachaça e ferramentas.
Os escravos eram transportados para cá de maneira precária, em barcos imundos, onde vários eram contagiados com doenças e acabavam morrendo antes mesmo de chegar.  
Quando chegavam, eles eram leiloados, em troca de açúcar, já que esse era um produto muito valorizado.

  • Resistência escrava:
Os africanos eram tragos para cá em cativeiro, e as tentativas de revolta era comuns. Porém raramente essas tentativas não fracassavam, destruindo barcos inteiros. Para evitar isso, os traficantes os mantinham nos porões, acorrentados.
Na terra eles eram muito mal tratados e recebiam diversos tipos de castigos terríveis.
Aconteceram vários tipos de resistência escrava, tanto planejadas como individuais. Os escravos podiam também entrar em depressão, e até morrer por causa disso, ou se suicidar.

v  Mocambos e quilombos:

A fuga era a forma de resistência mais frequente e significativa. Esses fugitivos criavam aldeias onde tentavam reproduzir a vida que levavam na África. Essas comunidades eram conhecidas como mocambos ou quilombos. Também se reuniam brancos e pobres perseguidos, índios e mestiços. ]
O que ficou mais conhecido foi o Quilombo dos Palmares. Esse quilombo pode-se fortalecer bastante durante as guerras entre portugueses e holandeses, devido a diminuição da vigilância. Estima-se que a população dessa organização chegou a 30 mil pessoas.
Eles eram tão perigosos, que as autoridades os chamavam de “holandeses de outra cor”.

  • União Ibérica (1580- 1640):
No final do século XVI, a produção do açúcar foi prejudicada pela crise política em Portugal.
Em 1578, o rei de Portugal Dom Sebastião foi morto em uma batalha, sem deixar sucessores. Então a sucessão do trono passou a ser um problema. Foi aí que Filipe II, neto de um antigo rei português, aproveitou para invadir Portugal e assumir o trono, tornando-se assim rei de Portugal e Espanha, e iniciando a União Ibérica.

v  Holandeses em Salvador:

Ao mesmo tempo da União, ocorria também a guerra de independência da Holanda.
Como eles não estavam sobre comando da Espanha, eles foram proibidos de comercializar com a América espanhola. Porém, como os holandeses queriam continuar tendo o mesmo tanto de lucros que tinham antes, eles invadiram a cidade de Salvador em 1624, mas foram expulsos um ano depois.

v  Holandeses em Pernambuco:

Ainda dispostos a permanecer no comércio de açúcar, uma nova expedição holandesa foi organizada para invadir as cidades de Olinda e Recife, em 1630.
Com a derrota dos portugueses, a administração holandesa foi assumida por Maurício de Nassau, que transferiu a capital de Olinda para Recife, e assumiu a direção da capitania.
Nassau realizou melhorias na capitania, modernizando os engenhos, estimulando a participação política, o comércio com a Europa e a tolerância religiosa (fundou a primeira sinagoga da América)

v  Conflitos entre holandeses e colonos:

Somente em 1640 que Portugal recuperou a sua independência da Espanha. Porém Portugal estava sem recursos, e necessitava das terras do Brasil ocupadas pelos holandeses. Ao mesmo tempo, a Companhia da Índias Ocidentais pressionava Nassau para que ele devolvesse o dinheiro gasto, mas os colonos não queriam pagar, e então em 1644, ele foi expulso. Contudo, o dinheiro gasto continuou sendo cobrado, Geraldo assim uma revolta dos “brasileiros” contra os holandeses no Brasil.

v  A insurreição pernambucana:

A Insurreição Pernambucana foi o movimento dos camponeses, escravos e indígenas contra a presença pernambucana.
Depois de expulsos, os holandeses aproveitaram para utilizar todo o conhecimento adquirido por eles em suas colônias no Caribe, agravando ainda mais a crise econômica em Portugal.