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domingo, 26 de março de 2017
domingo, 1 de maio de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
A Mineração no Brasil- Prova de História Mensal- 1ª etapa- 8
HISTÓRIA- 1ª ETAPA-
2016
A
MINERAÇÃO NO BRASIL
No
século XVIII, Portugal vivia uma grande crise, pois acabava de sair de duas
grandes guerras (contra a Holanda e contra a Espanha). Essas guerras haviam
custado muito caro, e ao mesmo tempo, o ciclo cana-de-açúcar estava em crise,
devido a concorrência holandesa nas Antilhas.
Com a
crise, o desejo de encontrar metais preciosos se intensificou ainda mais. Já haviam
sido descobertas várias jazidas em volta do Brasil, então a expectativa era
alta. Com as primeiras descobertas, entre 1692 e 1695, várias pessoas vieram
para cá, em busca de dinheiro. Vários povoados foram criados e com o passar do
tempo a busca foi continuando para o interior.
Depois
que várias pessoas vieram para cá, e a extração do ouro se tornou muito
importante, o controle aumentou. Foi criado a Intendência das Minas, um órgão
encarregado de fiscalizar a atividade mineradora e cobrar impostos. O principal
imposto era o quinto (1/5 de todo o
ouro extraído), mas também existiam outros, como a capitação (17 gramas de ouro por cada escravo maior que 14 anos), e
se os impostos não fossem pagos acontecia a derrama (a força militar da Coroa entrava nas casas e retirava
todos os bens). Para facilitar a fiscalização, também foram criadas casas de
fundição. Todo ouro encontrado devia ser levado para lá, onde ele era fundido e
marcado com o selo real depois que os impostos eram arrecadados.
Por volta
de 1715, foram descobertos diamantes aqui. Pelo fato deles serem mais valiosos,
a extração foi muito mais controlada e vigiada. A área de extração foi chamada
de Distrito Diamantino e isolado. No inicio, a cobrança de impostos era igual a
do ouro, mas depois as leis foram mudando e em 1771 eles se tornaram monopólio
da Real Fazenda. Havia uma grade
preocupação com o contrabando, que assim como o do ouro era bem frequente.
A maior
parte do ouro que foi extraído da região das Minas Gerais era ouro de aluvião,
ou seja, ouro que ficava na margem dos rios. Eram usadas bateias para separar o
ouro de outros minerais.
Na área
das Minas, um grande problema era o abastecimento, pois a maior parte mão de
obra era atraída para a mineração, que gerava mais lucros. Outra explicação era
o controle de Portugal sobre as mercadorias, que era muito intenso.
Em relação
a sociedade açucareira, uma diferença era que na sociedade mineradora, existiam
camadas intermediárias (mineradores que não possuíam lavras e outras pessoas
que realizavam trabalhos essenciais a vida urbana), ou seja, mais oportunidades
de trabalho.
Os
escravos compunham a maior parte da sociedade (70%). Os escravos negros
compunham a base da sociedade, porém nem todos os negros eram escravos. Alguns
deles conseguiam comprar sua alforria, mais depois que eram libertos muitas
vezes ficavam sem dinheiro algum e faziam trabalhos criminosos, mendigavam e
faziam trabalhos que não forneciam o suficiente pra eles sobreviverem.
Os
escravos faziam trabalhos muito duros, e por isso viviam muito pouco. Um
escravo que trabalhava em uma mina tinha uma vida média entra 7 a 12 anos.
A
vida cotidiana aqui era diferente do que nas outras regiões. Os homens
imigravam sozinhos para o interior, com escravos que na maior parte das vezes
eram homens. A desproporção entre homens e mulheres explica por que tantas
mulheres negras se casavam com homens brancos, o que fez com que o numero de
mulatos fosse muito grande na região das minas.
Em
1705, os membros de ordens religiosas foram impedidos de entrar na região das
minas, pois eram acusados de influenciar os habitantes a não pagar impostos e a
contrabandear ouro e diamantes. A solução a população foi criar irmandades,
confrarias e ordens terceiras, que cultuavam um santo e forneciam serviços como
enterros e construção de igrejas.
HISTÓRIA- 1ª ETAPA- 2016 - A EXPANSÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA
HISTÓRIA- 1ª ETAPA- 2016
A EXPANSÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA
·
A EXPANSÃO PARA O INTERIOR
Durante
o século XVI, as terras da Coroa Portuguesa onde hoje é o Brasil se limitava às
áreas litorâneas. Havia o receio de que um avanço para o interior poderia
desproteger a costa, que quando protegia servia como uma barreira para os
estrangeiros.
Porém,
como novas atividades foram surgindo, em pouco tempo o território português se
expandiu para o interior. A pecuária incentivou bastante o avanço para o sertão
nordestino.
A
penetração no Vale Amazônico foi mais difícil devido às barreiras naturais, e por
isso ele só foi ocupado mais tarde.
·
O DESENVOLVIMENTO DA PECUÁRIA
A
pecuária ajudou no desenvolvimento para o interior (sertão). A expansão também
foi impulsionada pela atividade açucareira.
ü Importâncias
da pecuária:
ü Carne,
leite e couro.
ü Força
motriz
ü Meio
de transporte
A pecuária era
importante, mas por não render tantos lucros como o açúcar e os metais
preciosos, ela permaneceu como atividade secundária.
Antes, o gado era
criado solto, perto dos canaviais, mas com o crescimento da pecuária, a Coroa
acabou proibindo a criação de gado na faixa litorânea, já que muitas vezes eles
invadiam os canaviais e os destruíam, causando prejuízos.
O gado se
desenvolveu tanto no sertão nordestino devido ao tanto de terras e por não
precisar de muita mão de obra, pois uma só pessoa podia cuidar de várias
cabeças. A maior parte dos trabalhadores das fazendas era livre e assalariado
(mestiços, índios e negros libertos). Havia também alguns escravos. Esses
trabalhadores eram conhecidos como sertanejos.
® As
pessoas que viviam no sertão estavam em contato frequente com o litoral.
Normalmente o dono da fazenda morava nos grandes centros e as suas terras eram
cuidadas por um administrador.
® A
pecuária fez com que muitas estradas fossem abertas, para favorecer o contato
entre o sertão e o litoral.
® No
inicio, os sertanejos não eram controlados pelas autoridades, e essa
fiscalização só começou no final do séc. XVII.
Ø A
PECUÁRIA NO SUL
Ø Essa
pecuária se iniciou bastante tempo depois. O gado era criado solto, em grandes
espaços chamados estâncias. No
inicio a criação era totalmente voltada para a produção de couro. Somente mais
tarde ela começou a ser voltada para a produção de charque à
carne
seca/ carne preservada. O charque começou a ser produzido para abastecer a
região das Minas.
·
A AÇÃO MISSIONÁRIA DOS JESUÍTAS
No período da Contrarreforma, a
Companhia de Jesus expandiu a fé católica no mundo para diminuir o avanço do
protestantismo. O Brasil se tornou uma província e passou a ser alvo das
atividades evangelizadoras e pedagógicas dos jesuítas. Vários colégios foram
fundados durante o período em que os jesuítas estiveram aqui.
Para facilitar e agilizar a
catequização, foram criadas missões ou
reduções. Nelas, a catequização era
feita por missas, batismos, músicas, teatro, procissões... Os índios também
trabalhavam e cuidavam de atividades agrícolas, de construções e criavam
animais.
A igreja proibiu a escravização
dos indígenas, o que causou uma grande revolta com os colonos. A igreja também
era subordinada a Coroa, e por isso foi criada a redizima, que era uma parte dos impostos recolhidos que iam para a
Companhia. Mesmo assim, esse dinheiro não era suficiente para manter as
missões, e os jesuítas acabaram desenvolvendo-se com atividade agrícola e com a
mão de obra indígena. Com o passar do tempo a Companhia foi acumulando terras e
riquezas, e estavam fazendo tanta influencia que começaram a preocupar a Coroa
Portuguesa, já que poderiam ameaçar o seu poder. A companhia foi acusada de
abusar do poder, de exercer tato o poder espiritual quando o temporal (não
religioso) e de monopolizar a mão de obra escrava, gerando uma escassez na mão
de obra das lavouras. Então, em 1759, os jesuítas foram expulsos daqui.
Depois que os jesuítas foram
expulsos, foi mais fácil de escravizar os indígenas, que não eram mais tão
selvagens.
·
AS BANDEIRAS PAULISTAS
Inicialmente, a ocupação da
capitania de são Vicente foi igual a do Nordeste, litorânea, dedicada a
plantação de cana e a construção de engenhos. Porém, alguns fatores fizeram com
que a ocupação fosse para o interior:
ü Má
qualidade do solo
ü Grande
distância em relação aos portos
ü Serra
do Mar
No povoado de São Paulo, não
existia agricultura voltada para a exportação como no Nordeste. Ela servia simplesmente
para abastecer o mercado interno. A mão de obra usada era a do escravo indígena,
mas ela estava em falta constantemente.
Para resolver o problema da mão
de obra, começaram a serem organizadas bandeirasà expedições que apreendiam indígenas
do interior. Os bandeirantes foram motivados pela posição geográfica de São
Paulo, perto das linhas de penetração e dos rios Tietê e Paraná. Também ocorria
o comércio de negros da terra (índios). Os indígenas também foram trabalhar em
outras partes da colônia devido à escassez de africanos.
v Entradas:
expedições financiadas pela Coroa que iam em busca de metais preciosos. Não capturavam
índios, a menos que houvesse uma “guerra justa”.
v Bandeiras:
expedições particulares que capturavam índios e metais preciosos.
v Bandeiras
de prospecção: saiam em busca de ouro e metais
preciosos.
® E
como viviam os bandeirantes?
Eles viviam como aventureiros
rústicos, violentos no trato com os índios e possuíam uma vida simples. Como as
viagens demoravam muito tempo, eles acabavam adotando costumes dos
nativos. Ao longo do caminho também era
comum que fossem plantados alimentos, para que eles colhessem quando eles
passassem por ali novamente.
Ø Com
o passar do tempo, a colônia portuguesa cresceu, e ultrapassou o limite do Tratado
de Tordesilhas. A divisão do que era de Portugal e do que era da Espanha se
tornou imprecisa, o que gerou conflitos. A crise devido à concorrência fez com
que, para pagar as dívidas, a colônia cobrasse mais da colônia, aumentando os
impostos a Revolta de Beckman e a Guerra
dos Mascates.
Ê Revolta de Beckman
Ê Local: maranhão
Ê Situação local: necessidade
de escravos; criação da Cia. de comércio do Estado do Maranhão (passa a ser
controlado todo o comércio. A Cia. podia até estabelecer preços. O objetivo da
Coroa era arrecadar mais impostos.).
Ê Revolta: em
1684, proprietários e comerciantes invadem o armazém da companhia, depõem o
governador do Maranhão e expulsam o governador do Maranhão. A revolta fracassou
pois foi violentamente reprimida.
Ê Guerra dos Mascates
Ê Local: Pernambuco
(Recife e Olinda)
Ê Situação local:
mudanças importantes haviam ocorrido depois da expulsão dos holandeses; Criação
da Câmara de vereadores de Olinda; Recife era subordinada a Olinda; Olindenses possuíam
dívidas com reficienses, que estavam tendo lucros;
Ê Conflito:
Olindenses usavam a Câmara para aprovar leis que os beneficiavam, então Recife
solicitou a Coroa a criação de uma só para ela, o que gerou uma insatisfação do
povo de Olinda, que invadiu Recife e assumiu o governo. Porém, com a ajuda das
tropas coloniais os mascates (povo de Recife), acabaram reconquistando o seu
poder, tornando-se a sede da Capitania, e Olinda acabou perdendo a sua importância.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
AGRADECIMENTOS
Pessoal,
Em agosto de 2015,
eu resolvi começar a postar meus resumos no blog, já que praticamente todos os
meus colegas “desesperados” pediam que eu enviasse os que eu sempre fazia para
as provas por EMAIL! SIM, por e-mail. Eu ficava quase meia hora todos os dias das
semanas de provas digitando os e-mails deles, e é claro, mais 30 minutos
mandando novamente, por que sempre tinha aqueles que não recebiam, e ficavam
atormentando a minha vida até eu enviar rsrsrs... ENFIM, era uma confusão...
Então, para não ter que ter esse trabalho todo, resolvi postar o primeiro
resumo “oficial” no blog (já tinha uns outros 3, do ano anterior, com umas 170
visualizações no total- que deviam ser só de robôs rs). Postei. Postei para
aquelas 20 pessoas que talvez iriam entrar no link que eu havia mandado no
grupo de wpp da sala... Nas primeiras horas já havia quase 150 visualizações.
Fiquei em choque. Durante a semana, a noticia do blog não estava só no grupo da
minha sala, estava no de quase todas... Durante o mês, 2.934 visualizações exatas
no total. No mês seguinte, 515, porque não tinha prova kkk. Mais no próximo foram
2.521, e depois em dezembro 2.817. Contando com as desse mês, que nem teve
aula, são 10.396. Todas essas informações só para dizer que no fundo, a minha
intenção era só ajudar essas 20 pessoas do começo, mais eu agradeço a elas por
compartilharem e me ajudarem a ajudar todas essas outras que nem me conheciam!
E mais, esse ano as
postagens continuam, com ainda mais conteúdo e organização!
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
HISTÓRIA- TRIMESTRAL- 3ª ETAPA- A CONQUISTA E A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA
HISTÓRIA- TRIMESTRAL- 3ª ETAPA
A CONQUISTA E A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA
PORTUGUESA
RAZÕES PARA O PIONEIRISMO PORTUGUÊS:
ü Centralização precoce do estado
ü Apoio da igreja católica
ü Busca por rotas alternativas
ü Busca por produtos que gerassem
riquezas
ü Superioridade técnica
ü Habilidade de negociar com as
localidades locais
ü Adição de costumes locais
· OS PORTUGUESES NA
ÁFRICA E NA ÁSIA
ü Tomada de Ceuta: marco na expansão
marítima portuguesa
ü Feitorias na costa africana
ü Mostra como os portugueses tinham
domínio de uma grande parte do mundo.
· PORTUGUESES NO
BRASIL:
v PRIMEIROS CONTATOS COM OS NATIVOS:
Os primeiros contatos foram passivos, pois os índios não possuíam a
ideia de dividir suas terras, e portanto, não viam problema em compartilha-la
com os portugueses.
Mesmo que tivessem sido passivos, houve um grande estranhamento. Os
índios estranhavam a aparência dos portugueses, que por sua vez estranhavam na
nudez, o modo de organização das tribos, e a antropofagia.
Como não encontraram riquezas de imediato, a Coroa continuou mantendo
comércio com as Indias.
Com o passar do tempo, o interesse dos portugueses em obter escravos
para trabalhar gerou muitos conflitos e a morte de muitos índios.
v A EXTRAÇÃO DO PAU-BRASIL:
Embora o interesse pelas terras não fossem grandes, Portugal investiu em
algumas expedições. Os exploradores não encontraram metais, mas perceberam a
presença abundante do pau-Brasil.
O pau-Brasil é uma árvore bem alta que possui um pigmento avermelhado,
que era muito valorizado na Europa.
v ESCAMBO:
Pratica comercial em que não havia troca monetária. Os índios
trabalhavam na extração da árvore em troca de objetos oferecidos pelos
portugueses.
v O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO:
ü Ameaça de ingleses, franceses e
holandeses
ü Invasões da piratas e corsários
ü Disputa pelo comércio de especiarias
ü Retomada do norte da África pelos
muçulmanos (afetaram as atividades comerciais em Portugal)
Para colonizar, era necessário ocupar (governo) e povoar (pessoas), além
de explorar.
Então, colonizar era necessário para:
ü Evitar invasões
ü Para que o Brasil fosse outra fonte
de lucro
v CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
ü Experiências em outras regiões
ü Divisão em 15 lotes de terra
ü Cultivo da cana
ü A responsabilidade de explorar a
colônia é transferida para os capitães donatários (passa a ser particular)
ü Somente Pernambuco (por ter uma terra
boa) e São Vicente (centro de Portugal no Brasil) deram certo.
Ø FRACASSO DAS CAPITANIAS:
§ Falta de recurso dos donatários
(inexperientes)
§ Deficiência dos meios de transporte e
da comunicação com a coroa
§ Desinteresse de alguns donatários
§ Conflitos com índio
v GOVERNO GERAL:
Com o fracasso das capitanias, era necessária uma nova forma de governo.
Decidiu-se então, iniciar um processo de centralização administrativa para
ajudar os donatários.
O primeiro governador geral da república foi Tomé de Souza, e a sede era
em Salvador. Ele era responsável por administrar a colônia em nome da Coroa Portuguesa.
Ele promovia a exploração, protegia o território e incentivava a evangelização.
O governador geral do estado era um representante português aqui no Brasil.
v CAMARAS MUNICIPAIS:
As câmaras municipais foram criadas para administrar os problemas das
vilas e cidades (como a sujeira, fornecimento de alimentos e obras públicas).
Nelas, somente os chamados homens bons podiam trabalhar, ou seja, os
proprietários de terras e brancos.
v OS JESUÍTAS NA AMÉRICA:
ü Função: converter os povos nativos e
ensinar os costumes europeus.
ü Aprenderam a língua nativa para se
comunicarem
O
NORDESTE AÇUCAREIRO
·
Açúcar: o melhor investimento
Em
1520, Portugal passava por dificuldades econômicas. O rei então tinha que
arranjar um jeito de proteger o litoral da colônia americana e iniciar a
exploração de produtos que gerassem lucros para a Coroa ao mesmo tempo. Diante
da situação, a cana-de-açúcar foi o produto escolhido.
Naquela
época, o açúcar era altamente valorizado e rendia muito lucro. Além do mais, os
portugueses já dominavam as técnicas de produção da iguaria.
As
primeiras mudas foram plantadas na capitania de São Vicente (atual São Paulo),
mas foi no Nordeste onde ouve maior desenvolvimento da produção, já que a
região possuía solo mais fértil pra a produção.
Portugal
também não teve dificuldade em encontrar investidores para financiar a
construção dos engenhos, que foram os italianos e flamengos, e mais tarde os
holandeses.
Ø Porque
a cana-de-açúcar?
ü Redução
nos lucros do comércio de especiarias
ü Ocupar
a colônia e consegui-la fazer dar lucros
ü Condições
favoráveis (clima quente e úmido e solo fértil)
ü Investidores
estrangeiros à
Holanda
v O
sucesso da produção açucareira:
Depois
de implantar o sistema de capitanias hereditárias, o governo português
autorizou os donatários a conceder terras para os colonos interessados em
investir, estimulando ainda mais a produção.
·
O engenho e a produção de
açúcar:
O
engenho é o equipamento que se utiliza para moer a cana, porém, no período
colonial o seu significado foi ampliado para toda a estrutura produtora de
açúcar, tornando-se sinônimo de uma grande propriedade açucareira.
ü
Canaviais
ü
Lavoura
de subsistência
ü
Instalações
para a produção de açúcar
ü
Casa-grande
ü
Senzala
A casa do
engenho era onde havia os equipamentos necessários para a produção do açúcar.
Os engenhos que possuíam moendas movidas por animais eram chamados de trapiches, e os que eram movidos por
água de reais.
Ø
Hierarquia
v
Lavradores
de cana:
Algumas
pessoas possuíam canaviais e não engenhos, e para moer a cana produzida,
utilizavam o engenho em engenhos alheios. Para isso, deveriam entregar parte da
produção do açúcar para o senhor. Esses lavradores eram conhecidos como lavradores de cana obrigada (os que só
podiam utilizar de um determinado engenho) e lavradores de cana livre (que podiam escolher em qual iriam moer e
em qual eles teriam mais vantagens)
v
Os
trabalhadores dos engenhos:
Além dos
escravos, havia também homens livres,
que trabalhavam em diversas funções (administrativas, técnicas e artesanais) e
os agregados, que prestavam serviços
em troca de proteção e auxílio econômico.
v
O
trabalho dos escravos:
A primeira
mão de obra utilizada foi a dos indígenas, porém depois ele passou a ser
substituído pelo a do escravo africano, pois o tráfico negreiro gerava mais
lucros e também devido à escassez de indígenas.
Essa
substituição ocorreu principalmente no Nordeste. Os escravos realizavam
praticamente todas as atividades do engenho, tendo uma jornada de trabalho
muito exaustiva.
Eles
habitavam as senzalas, habitações
muito simples onde era a “casa” dos escravos.
- O
lucrativo comércio de escravos
Mesmo antes
da chegada dos portugueses na África os nativos já praticavam a escravidão,
capturando principalmente prisioneiros de guerra e pessoas que não conseguiam
pagar as suas dívidas.
Quando eles
começaram a serem trazidos para o Brasil, os africanos eram capturados
normalmente pelos próprios comerciantes, mas só depois começaram a serem
trocados com os chefes africanos em troca de armas, tecido, tabaco, cachaça e
ferramentas.
Os escravos
eram transportados para cá de maneira precária, em barcos imundos, onde vários
eram contagiados com doenças e acabavam morrendo antes mesmo de chegar.
Quando
chegavam, eles eram leiloados, em troca de açúcar, já que esse era um produto
muito valorizado.
- Resistência escrava:
Os africanos
eram tragos para cá em cativeiro, e as tentativas de revolta era comuns. Porém
raramente essas tentativas não fracassavam, destruindo barcos inteiros. Para
evitar isso, os traficantes os mantinham nos porões, acorrentados.
Na terra
eles eram muito mal tratados e recebiam diversos tipos de castigos terríveis.
Aconteceram
vários tipos de resistência escrava, tanto planejadas como individuais. Os
escravos podiam também entrar em depressão, e até morrer por causa disso, ou se
suicidar.
v
Mocambos
e quilombos:
A fuga era a
forma de resistência mais frequente e significativa. Esses fugitivos criavam
aldeias onde tentavam reproduzir a vida que levavam na África. Essas
comunidades eram conhecidas como mocambos
ou quilombos. Também se reuniam brancos e pobres perseguidos, índios e
mestiços. ]
O que ficou
mais conhecido foi o Quilombo dos
Palmares. Esse quilombo pode-se fortalecer bastante durante as guerras
entre portugueses e holandeses, devido a diminuição da vigilância. Estima-se
que a população dessa organização chegou a 30 mil pessoas.
Eles eram
tão perigosos, que as autoridades os chamavam de “holandeses de outra cor”.
- União Ibérica (1580- 1640):
No final do
século XVI, a produção do açúcar foi prejudicada pela crise política em
Portugal.
Em 1578, o
rei de Portugal Dom Sebastião foi morto em uma batalha, sem deixar sucessores.
Então a sucessão do trono passou a ser um problema. Foi aí que Filipe II, neto
de um antigo rei português, aproveitou para invadir Portugal e assumir o trono,
tornando-se assim rei de Portugal e Espanha, e iniciando a União Ibérica.
v
Holandeses
em Salvador:
Ao mesmo tempo
da União, ocorria também a guerra de independência da Holanda.
Como eles
não estavam sobre comando da Espanha, eles foram proibidos de comercializar com
a América espanhola. Porém, como os holandeses queriam continuar tendo o mesmo
tanto de lucros que tinham antes, eles invadiram a cidade de Salvador em 1624,
mas foram expulsos um ano depois.
v
Holandeses
em Pernambuco:
Ainda
dispostos a permanecer no comércio de açúcar, uma nova expedição holandesa foi
organizada para invadir as cidades de Olinda e Recife, em 1630.
Com a
derrota dos portugueses, a administração holandesa foi assumida por Maurício de
Nassau, que transferiu a capital de Olinda para Recife, e assumiu a direção da
capitania.
Nassau
realizou melhorias na capitania, modernizando os engenhos, estimulando a
participação política, o comércio com a Europa e a tolerância religiosa (fundou
a primeira sinagoga da América)
v
Conflitos
entre holandeses e colonos:
Somente em
1640 que Portugal recuperou a sua independência da Espanha. Porém Portugal
estava sem recursos, e necessitava das terras do Brasil ocupadas pelos
holandeses. Ao mesmo tempo, a Companhia da Índias Ocidentais pressionava Nassau
para que ele devolvesse o dinheiro gasto, mas os colonos não queriam pagar, e
então em 1644, ele foi expulso. Contudo, o dinheiro gasto continuou sendo
cobrado, Geraldo assim uma revolta dos “brasileiros” contra os holandeses no
Brasil.
v
A
insurreição pernambucana:
A
Insurreição Pernambucana foi o movimento dos camponeses, escravos e indígenas
contra a presença pernambucana.
Depois de
expulsos, os holandeses aproveitaram para utilizar todo o conhecimento
adquirido por eles em suas colônias no Caribe, agravando ainda mais a crise
econômica em Portugal.
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